SONETO
Eu te saudo, fenda de portentos,
A luzir entre dois flancos macios;
Saúdo-te, buraco de amavios,
Que dás ao meu viver contentamento.
Enfim me libertaste dos tormentos
Do alado arqueiro e dos meus desvarios;
Só quatro noites eu te possuí e o
Poder do arqueiro fez-se em mim mais lento.
Pequeno furo, furo arteiro,furo
Tão bem guardado em matagal obscuro,
Que ao mais rebelde domas com presteza:
Todo vero galã, para te honrar,
Devia de joelhos te adorar,
Firme empunhando a sua vela acesa!
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temdetudo
Ter 04 Set 2007 20:01